O poliuretano é um polímero formado a pela adição de um poliol com um isocianato, dois líquidos que ao serem misturados reagem e formam uma espuma, que pode ser flexível (colchões, assentos e encostos de cadeiras e automotivos, esponjas de cozinha, etc...), semi-rígida (braçinhos de cadeira, volantes e painéis automotivos, manoplas de câmbio, apoios de braço, para-choques, peças hospitalares etc...) ou rígida (alargadores de para-lamas, aerofólios, gabinetes de máquinas, isolamento térmico para câmaras frigoríficas, ar condicionado e outros equipamentos de refrigeração, embalagens, etc...), além dos solados para calçados.
Apesar de tão versátil, tão conhecido e tão utilizado, até o presente momento o poliuretano não tinha um processo de reciclagem, a exemplo do que já acontece com os termo-plásticos (polietileno, polipropileno, pet, etc...).
O destino inevitável da grande maioria destes resíduos era o aterro sanitário. Destinação cara, trabalhosa e ecologicamente incorreta.
Alguns países até recusavam o recebimento de embalagens e de produtos que contenham poliuretano, porque este não tem o ‘selo verde’ (não é reciclável).
As empresas fabricantes de poliuretano trabalharam muito na redução de resíduos de poliuretano, entretanto mesmo tendo chegado num alto nível de eficiência, é inevitável a geração de resíduos na ordem de 3% a 5% para os processos mais eficientes, e de 5% a 15% em processos mais artesanais. A produção de resíduos de poliuretano no Brasil, oscila ao redor de 2.500/3.000 toneladas/mês.
A reciclagem é um processo mecânico e químico, que depende não só das rotinas de processo, mas também dos produtos químicos utilizados na reciclagem. O resultado obtido é um poliol (líquido), com características semelhantes ao poliuretano que lhe deu origem, podendo ser re-utilizado no processo de espumação.